domingo, 12 de março de 2017

Amor não se controla

O amor não tem moldura, nem forma, nem proteção. Não se pode escolher a quem amar, quando rejeitar ou querer presente. O amor é uma faísca soberba que queima nosso próprio orgulho. É uma doce armadilha aos egoístas, à qual tanto nos custa renunciar. Leva-nos a deixar nossos orgulhos e convicções soberbas em troca de um beijo, de um afago. O amor nos faz sair de nós e nos leva a querer que o outro seja a parte a qual sempre renunciamos, mas que se torna aceitável, em troca da companhia do outro. 

O amor é traiçoeiro porque nos tira de nós, de nossa paz e tranquilidade e nos leva a ser o outro, a ser do outro. O amor é insistente e, mesmo na dor do desamor, luta para ficar e manter-se presente. O amor é um teste de nossa força e nossa fraqueza. Leva-nos a aceitar ser o que agrada o outro, quando isso nos fere e tira de nós a essência de nosso jeito de ser.

O amor é uma criança dengosa que faz birra, esperneia até ter o outro presente, mesmo que seus alaridos demorem a ser ouvidos; mesmo que seus ecos sejam mudos, ele não desiste. Nem o tempo, as circunstâncias, nem as decepções, ou mesmo as frustrações, conseguem extingui-lo. É a criança que se oculta com medo da repreensão, mas sempre volta com o mesmo jeito faceiro de antes. E sendo uma criança, sempre pode crescer, ajudar a construir ou a modificar a nossa própria vida. O amor é a dor que muitos procuram e os a que têm não sabem viver sem ela. Amor não se controla. Ele nos controla.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Apenas corpos

O ir e o vir de um amor. O anonimato criou entre eles uma distância, alargada a cada dia. Se os sorrisos confidenciavam e os olhos os denunciavam, os corpos tornaram-se mudos. A mudança, estampada na face e no desvio dos olhares, apenas disfarça o que permanece. 

A seriedade da fuga e a aspereza do medo são as vestes desses corpos tateantes. São corpos em movimento, em um insistente ir e vir, tentando se igualar aos outros, apesar de os outros nunca estarem entre eles. É apenas a mudez afastando do físico o que espírito e a consciência não conseguem emudecer.

São corpos mumificados no silêncio do tempo, guardando o tesouro de uma paixão intensa. São corpos que não têm vida própria e, por isso, vagueiam dentre os outros à procura um do outro. São corpos que resistem, e insistem em se misturar à multidão, para que os olhos e os sorrisos não se encontrem.  São corpos indo e vindo, entre encontros e desencontros.
Cluster - projeto do artista austríaco Kurt Hentschlager.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Um ano

Um ano já. E parece que foi ontem. A saudade é a mesma, mas eu já não sou a mesma. Meio do Mundo, marco zero da minha vida profissional, do meu reencontro com Deus (na Comunidade Shalom), da realização de muitos planos e sonhos. E este Estado que tem estampado no nome o amor ao meu Pará (de onde saí, pela primeira vez, há 5 anos e onde nunca mais parei) mantém sempre presente comigo, nas lembranças e na saudade, meu apego à minha terra... Um duelo entre dois gigantes: o apego que me convida a voltar e a liberdade que insiste em me mandar para outros lugares.  No meio deles, fico eu com um olhar amoroso sabendo que eles ainda se entenderão, quando for a hora de Deus. Enquanto isso, vivo a turbulência ou a calmaria dos tempos de guerra e paz desses dois, que me constroem e me destroem, ao mesmo tempo. Um ano!

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Inquietudes minhas

Já faz um tempo que a paz de outrora cedeu espaço à inquietação. As velhas emoções, que com novas faces fingem ser outras, apenas repetem a velha história de um coração inquieto.
Melhor do que reiniciar o sistema seria apagar definitivamente os velhos dados, trocar o HD, retirar da alma as velhas imagens que insistem em seduzir a um caminho de registros vazios e já conhecidos. Lixo eletrônico do coração, que apenas oculta aqueles arquivos que deveriam permanecer  inacessíveis.
Talvez haja algum hacker fazendo-os voltar, se repetir... Ou é apenas a ineficiência de um sistema caduco. É a mesma história, repetida por vários anos. Chega! Há algum vírus poderoso aí? Este coração não tem jeito. Limpeza completa do sistema urgentemente!

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Estranho jeito de ser

O desapego é algo bom, mas quando é demais passa a ser preocupante. Há tempos, o apego era como uma outra pele. O amor pelas pessoas era tão intenso que se parecia uma eterna boba apaixonada, sempre com saudade e com necessidade de se ter por perto aquela/s pessoa/s. Após muita decepção, tanta constatação de amor vivido solitariamente, a epiderme se encrostou, a tal ponto de se poder abrir uma fresta e arrancar a casca, sem causar lesões.

É bem estranha essa descrição, não é? Parece que houve um resfriamento no coração, talvez uma autodefesa, de forma que agora parece ser tão fácil desapegar. Mais estranho é nunca se ter esquecido um desabafo de um professor de Inglês: "quando a gente sofre muito por amor, a gente para de amar". Tamanho absurdo pareceu esse desabafo naquela ocasião. Hoje, a pele encrostada parece ser um reflexo disso. Será que é para sempre?

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Saudade passada

Hoje a saudade veio impetuosa,
bateu-me forte,
Exasperou minha sensatez,
Roubou a minha paz,
Deixou-me as lacunas da dor,
As confusões das incertezas

Fez-me duvidar de mim mesma
Porque se fez mais forte que eu
Porque me fez olhar para mim
E no nu da minha alma,
Descobri que não sei quem sou
E nem o que realmente importa

Foi, veio, está, e estando ficou só ela
E um coração desnudecido, vilão, ansião,
Sem razão,
Que enfraquecido desistiu de lutar,
Deixou-se lavar em par
Para poder recomeçar e se reencontrar.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

F ama

A fama é uma cadeia luxuosa, que gera amores supérfluos representados na idolatria e na admiração doente. A fama pode despertar as máscaras de risos constantes, que escondem a conformação de uma carência de amor e atenção, outrora perdida no desejo de ser conhecido. A fama, assim como o flash que a acompanha,  pode ser tão transitória e indomável quanto os raios de luz desse flash. A fama desumaniza o ser, que passa a ser cobrado por uma perfeição que ninguém tem. Não basta ter rosto bonito, ser fotogênico, ter corpo em forma (estereótipos hegemônicos), pois a fama não se encaixa no rótulo "só quero esse tipo de fã". Até mesmo da mais patética criatura, que teve a sorte (ou o azar) de soltar aquele refrão (indecoroso) vicioso na hora exata, cobram-se atitudes humanitárias, ausência de preconceitos, valores morais incorruptíveis. A fama dá muita coisa, menos a liberdade de se falar o que quer, na hora desejada. A fama leva a uma perda de identidade, regrando agendas, locais e horários de passeio, encontro com amigos ou mesmo o próprio humor da pessoa. A fama é uma redoma, que carrega um mundo (a)diverso para dentro de um espaço asfixiador. A fama é um holofote sempre em alta tensão. A fama é um constante teste dos verdadeiros sentimentos. A fama regra a liberdade de se ser gente com erros, divergências, descuidos, imperfeições.

domingo, 24 de novembro de 2013

Eu estava lá?

Sim, eu estava lá. O olhar no espelho à procura de uma luz. Aquela expressão mórbida pouco a pouco fez-se água... Senti o sal nos lábios, mas desejei sentir o doce sabor seu. 

Sim, eu estava lá. Diante da multidão, vi-me perdida sem ti. A presença dos outros foi asfixiando-me lentamente... Corri, mas não senti os passos dados, porque, na verdade, minha mente "andarilhou-se" à sua procura.

Sim, eu estava lá... Diante do espelho foi o que vi.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A desconfiança como uma bola de cristal

Desconfiar sempre tem suas vantagens, mas, assim como uma vidência, tem outras mil desvantagens. A vantagem é que se pode ficar atento para descobrir as personalidades camufladas nas superficialidades da hipocrisia social. Aprender a conhecer antes de dizer "eu te amo". Não se deixar levar pelas aparências. A desconfiança é como uma autoproteção. 

Dentre as desvantagens está a possibilidade de se fechar para o outro, colocar-se "armado" diante deste, além de, muitas vezes, poder antever a verdadeira face ou imaginar a real personalidade vislumbrada nos pequenos posicionamentos e atitudes, o que é angustiante.

Como uma bola de cristal, a desconfiança pode ser sólida e transparente na descoberta do outro. Ela pode ser subsidiária em muitas leituras. Olhos de alerta... Como, por exemplo, diante do mito da imparcialidade na imprensa... Ah, é tão fácil perceber certos vínculos em algumas pessoas. Nem são necessários tantos dados. Bastam apenas alguns meses acompanhando a produção escrita que aquela predileção por determinado partido, aquela dependência ou preferência por determinada instituição logo aparecem... Não é somente o falar sobre algo que é revelador. É o como falar sobre esse algo ou de quem não se falar. É o tom da voz, é o sorriso elogiador no rosto, é a ênfase a determinado aspecto...

Diante disso, ser desconfiado pode ser positivo. Vínculos demais atrapalham. Paixão demais nos cega. Mas nem sempre se pode construir essa desconfiança quando as raízes do apego são como as do Baobá. Ser subordinado a tudo a que se vincula é ser cego para a verdade, seja de quem for que ela parta. Por outro lado, o saber que a desconfiança oferece traz consequências, causa inquietação e inquietação pode ser a ponte para a infelicidade. Prever o futuro (atitudes e afinidades) não é, enfim, algo prazeroso.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Amor que ama

"O amor é a emoção mais básica do ser humano. Na perspectiva de Maturana, o amor é a aceitação do outro como legítimo. Quando estamos na emoção do amor, não queremos mudar ninguém. Nós aceitamos as pessoas como elas são. Já quando não estamos na emoção do amor, nós nos toleramos. Quando estamos nessa tolerância, não aceitamos o outro, ou seja, queremos mudá-lo". (Trecho da dissertação de uma amiga).  

Esse trecho me fez pensar no maior exemplo de amor verdadeiro que conheço: o amor de Deus. Por nos conhecer mais do que nós mesmos nos conhecemos, o Senhor nos ama sempre. Mesmo imersos no pecado, Ele nos deixa livres para que a mudança parta de nós. Talvez por isso que digam que o amor é cego. Não porque não nos deixe ver o outro como ele é, mas porque os olhos do amor veem além das fraquezas, veem o que há de melhor no outro.

A tentativa de mudar o outro parece ser um propósito egoísta de fazer com que esse outro seja o que queremos, porque assim pode nos dar mais conforto, não nos levará a situações de conflito ou de escolhas. Não porque assim o amado poderá ser mais feliz, mas para que possa nos fazer feliz. Uma necessidade de retroalimentação do nosso favor de amar: que o amado seja como queremos. No entanto, o amor de Deus é verdadeiro, desinteressado. Ele simplesmente ama, aceita como somos, porque Ele não é egoísta, não se submete a conveniências, não espera que O amemos para que nos ame. Ele próprio é o amor que ama.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Meus pedidos, gênio!

Não quero fama
Não quero status
Não quero título
Não quero rama

Só quero o amor que me faz feliz
As pessoas que despertam
A companhia que me preenche
Os momentos que me alegram

Só quero a vida!
Ainda que seja um pequeno sopro
No acaso, na indefinição.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O OUTRO e eu

Você fala muito. Você pergunta muito. Você só sabe falar no Facebook. Você não fala. Você faz perguntas difíceis. É a sua postura que nos faz pensar isso. Você parece ter anos de experiência nisso. Pensei que você fosse Y. Você parece X. Você, você, você... Sabe o grilo do conto do Pinóquio? É assim que essas vozes parecem, mas com a diferença de não terem o papel da consciência, que é outra voz diariamente presente. 

O mundo é tão submisso a padrões que vive rotulando e colocando em formas [ô] o que as pessoas são ou como devem ser. Nesse cri-cri-cri, é um vai e vem de exigências, de cobranças e de julgamentos que dá vontade de envidraçar o grilo falante. No caso do Pinóquio, o grilo era a consciência, servia de orientação. Já o palpite que as pessoas insistem em dar ou arquivar em suas mentes é incômodo, muitas vezes equivocado. Raros te ajudam a ser melhor. A maioria te faz refletir sobre a forma e o momento em que tais ethos começaram a ser construídos, se de fato foram construídos ou se é mais uma do julgamento precipitado, um tipo de pré-conceito. 

Parece que a humanidade tem a necessidade de adivinhar o outro. Talvez para auto-proteção... Mas a verdade é que dificilmente se espera conhecer alguém para poder atribuir-lhe qualidades e defeitos (por que não? todos os temos). E  diante de um manancial de julgamentos e avaliação, um que olha de um jeito, outro que olha de outro, quando não fica a reflexão, fica a vontade de distribuir espelhos: buscar conhecer a si seria mais produtivo.
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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Renúncias e adesões

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Os conflitos que há em nós levam-nos a escolhas que podem significar nossa felicidade ou não. Como já diz a Bíblia "não se pode servir a dois senhores" (Mt 6, 24) ou o ditado popular "não se pode ficar em cima do muro" (será que isso é bíblico também?)... Assim, a vida nos leva a decisões que implicam em renunciar coisas antigas e aderir a novas. Nem sempre é fácil. Aliás, nunca é fácil deixar para trás o que entendemos como nossas bases sólidas, o que é mais confortável. Mas como diz o clichê "a vida é feita de escolhas".

Diante disso, fico pensando que somos feitos de paradoxos. Habita em nós o bem e mal, a alegria e a tristeza, a paz e a guerra, o ódio e o amor e assim por diante. Cabe, então, a nós reconhecer isso e escolher o que queremos. Ainda que, muitas vezes, possamos viver uma vida em um dos lados, achando estar livre do outro, quando nossas escolhas não são convictas qualquer coisa, qualquer pessoa pode nos levar a escolher um novo percurso ou o percurso oposto.

Portanto, quem queremos ser é uma escolha que temos de fazer diariamente. Diariamente, somos testados a ir para o lado oposto das nossas escolhas e, se estas são as melhores, cabe a nós confirmá-las, renunciando sempre o que a distorce ou o que desvia dela. Ficar em cima do muro pode ser confortável, pode nos levar a perceber e apreciar as coisas boas dos dois lados, mas ninguém vive bem pela metade. É aí que as decisões nos levam a renúncias e adesões. É preciso escolher!

sábado, 9 de novembro de 2013

Esmiuçando Flores

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Esmiuçando flores posso produzir fragrâncias boas ou ruins. Há muitos tipos de flores, muitos odores e a forma como as flores são esmiuçadas pode interferir no resultado da fragrância que se espalha. Cheiro forte pode incomodar uns, agradar outros. Cheiro fraco pode ser apreciado por uns e não percebido por outros. Cheiro forte pode causar náusea ou ajudar a sufocar odores rejeitáveis. Cheiros fracos podem ser apagados com o passar do tempo ou por meio do suor. Alguns odores podem suscitar lembranças boas, outros podem despertar indiferença. Alguns odores podem nos fazer torcer o nariz, outros podem nos causar a vontade de querer senti-los novamente. A mistura de odores pode causar confusão, mas sentir cada odor por vez, e com atenção, pode ajudar a aprimorar o olfato. Esmiuçando flores posso sujar o chão ou deixá-lo colorido e perfumado. O que muda o resultado do 'esmiuçar flores' é o ponto de vista do outro, a capacidade e/ou a disposição de aceitar odores alheios ou mesmo a condição do momento. Continuo aqui... esmiuçando flores.


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O coração entende

Coisas que são inaudíveis e não perceptíveis pelos olhos o coração sente. O ritmo de uma música que você não consegue traduzir a letra, a pessoa de quem você não consegue gostar, a sensação de dor por causa de algo sem razão... O coração entende. 

Ele  consegue captar mensagem que nosso cérebro não consegue decifrar. Sensações que nos invadem, repentinamente, como se conseguíssemos perceber imagens que nossos olhos não captam e nossa razão não entende. 

O coração deve ser o que de mais precioso Deus nos deu, porque sua sensibilidade é que nos faz melhores, é o que nos aproxima das pessoas, nos leva a querer fazer sempre o melhor, a vencer nossos egoísmos. É o termômetro do corpo. Pode levar à vida ou à morte, dependendo de como o alimentamos. É delicado e, ao mesmo tempo, forte. É atento e descuidado. É bobo e inteligente. É o guardião do amor: meu coração entende.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Frio e silêncio

Esse frio, essa voz muda, que desperta fantasmas, que deserta companhias. Um olhar para o tempo que insiste em te fitar, recarregando na memórias lembranças da infância. Um tapete líquido que, em dança suave, lavava os pés e junto com o verde da mata mergulhava-te em lacunas e criações. 

As pegadas na areia, um ensaio de meia sapatilha verde. Com o verde da esperança, mas escorregadio como os sonhos. Fluidos como o tempo... Tapete momentâneo que traz o silêncio e a cor outrora ausentes. Vontade de voltar, vontade de viver ali, mas com companhias que, naquele tempo, eram impensáveis. Momentos que firmaram amizades, confidências, esquecidas no tempo e na separação.

O branco e cinza das nuvens que te cobrem e encobrem esperanças e sonhos, talvez indecifráveis... Uma casa à beira do rio, quem sabe. Apreciar o tapete e eternizá-lo na literatura, que traduz sonhos e amores, silêncio e cores, um frio que cobra o amor.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Não admire antes de conhecer

"Só se ama o que se conhece" (Santo Agostinho) ou "só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos" (Saint-Exupéry). Verdades que deveriam guiar o ser humano.

 

Temos a tendência a admirar pessoas em decorrência de títulos, autoria de livros, habilidades artísticas e, muitas vezes, mesmo sem conhecê-las dizemos amá-las. Mas se a vida nos permite conhecê-las, ah, em alguns casos, a admiração se esvai no primeiro encontro ou num primeiro lapso da revelação do verdadeiro "eu" que se esconde em palavras bonitas ou habilidades invejáveis.


Aquele autor de livros, que mais parece uma "matraca" inconsequente ou uma pessoa insensível e preconceituosa. Ou, ainda, um ser dotado de carência que vive cobrando atenção porque se preencheu de ciência, mas faltou-lhe a Sabedoria...

 

Aquela pessoa que apenas sabe fazer aquilo que faz há décadas e que olha na mesma direção com tanta fissura que mal consegue olhar para quem está do seu lado...


Aquela cantora que prega o amor e o perdão de Deus, mas olha os seus irmãos com desdém. Irmãos esses a quem renega (apesar de chamar Deus de Pai) e diante de quem se considera superior e, por isso, é incapaz de ver Deus nessa pessoa, somente porque não segue a sua denominação...


Aquela pessoa que te parece tão intelectual, mas compartilha preconceitos e estereótipos dos mais vis.... piadas sarcásticas que revelam um espírito pobre de falta de amor... carências.

 

Só se ama o que se conhece. E é por isso que Deus nos ama profundamente, porque ninguém é capaz de nos conhecer como Ele. E é por isso que, conhecendo Deus, não há como não amá-Lo. Deus é AMOR e digno de toda admiração, porque não se esconde em habilidades, mas se revela dia após dia em nossas vidas. Glória a Deus.

Fonte: google imagem



sábado, 19 de outubro de 2013

vírgulas

Uma pausa, uma dor, um incômodo, um suspiro, enumerações que destrincho nos meus versos. Um sujeito separado da ação. São como núcleos de um sujeito composto que nos distanciam. Deveríamos ser palavra composta, mas tornamo-nos termos independentes. Termos de uma série, carentes de um conectivo.

É essa adversidade que insiste em pôr a pausa entre nós. Como nós que não se desatam e tardam a conclusão, que traria com o retorno da pausa a esperança de um novo texto.

É essa regra fechada, retrógrada, que a permitiu separar a oração principal da subordinada: eu e você. Razão dos meus versos, texto das minhas linhas, distanciado de mim pela causa, concessão, condição e tempo.

É essa vírgula que insisto em apagar, mas aos meus olhos revelam a rasura na página. Porém, sendo vírgula, embala a minha escrita na composição de uma nova história, ainda que em outra página. Se na rasura ficar a lacuna, entenderei que foi um ponto final que então surgiu. Rasgo a folha.

sábado, 28 de setembro de 2013

Quem pode pode e quem não pode... espera em Deus

No mundo dos homens é assim... Manda quem pode, obedece quem não quer sofrer as penalidades.


No mundo da lei também é assim. As paredes dos muros riscadas são sinais de vandalismo, malandragem, mas, dentro de um quartel de polícia, carteiras riscadas como esta, com certeza, não são vistas da mesma forma. Deixar as carteiras, patrimônio público, semelhantes aos espaços dos presídios, nos quartéis deve ser resultado de algum tipo de aula de arte, em que os policiais, quaisquer que sejam suas patentes, precisam se expressar deixando marcas de personalidade. 




Foto: Gilmara Reis

Carteira de uma das salas de um quartel de polícia civil
O que e quem mede o que se pode ou não pode? Por que a mesma ação desempenhada por agentes com posições sociais diferentes é vista de forma oposta? Por que as estruturas criadas, bem como as funções pelas quais foram criadas, são utilizadas a bel-prazer dos que lideram? Pensar nas respostas pode nos levar a crer que somos nada, meros fantoches nas mãos dos que detêm o poder, quaisquer que sejam as instâncias desse poder. Nós, meras formigas esmagadas por esses seres endeusados por si próprios, a nós só resta esperar em Deus e crer na Justiça Deste que tudo pode e tudo conhece.

sábado, 21 de setembro de 2013

Um canto para a alma

"AMAR-TE MAIS QUE A MIM MESMO
AMAR-TE MAIS QUE TUDO QUE HÁ EM MIM
AMAR-TE MAIS QUE AOS MAIS QUERIDOS..."

Foto: Gilmara Reis